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Luis Peres
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  1. Colunista: Eng.Eletricista Luis Peres Azevedo
    Cidade: Rio de Janeiro
    Data: 07/09/2003

    Comentários sôbre a NR10

    No decorrer do aprendizado da Engenharia de Segurança no Trabalho, temos verificado que é bastante elevado o número de acidentes de trabalho com eletricidade ( a segunda causa no ranking de acidentes fatais) .
    Apesar de termos uma NR10 que tenta ser bastante detalhada ao discorrer sobre aspectos técnicos de dispositivos de proteção, é necessário dar uma ênfase maior aos Sistemas como um todo.
    Desde o projeto das instalações, que devem ser mais seguras, e prever aterramento até mesmo nos equipamentos com dupla isolação de uso doméstico, até sistemas cada vez mais complexos de alarme e deteção de incêndio.
    Nota-se no Brasil, pouca preocupação em dispositivos de sinalização de desenergização, e de proteção contra choques elétricos .
    Provavelmente poucos projetistas estão capacitados para um detalhamento correto e completo que assegure riscos menores.
    Também não verificamos na Norma o estabelecimento de carga horária mínima para treinamento e capacitação do trabalhador, muitas vezes sem noções básicas das grandezas físicas envolvidas em eletricidade.
    Por isso, aqui segue uma modesta contribuição aos colegas que estejam implantando treinamento em empresas e precisem de um curso elaborado para formação básica:

    Programa mínimo do curso: (carga horária mínima 40 horas)

    -Noções básicas de tensão, corrente e resistência
    -Unidades usuais
    -Lei de Ohm e sua aplicação a circuitos
    -Resistores série e paralelo.
    -Associação de resistores.
    -Noção de impedância e medições elétricas.
    -Geração e acúmulo de cargas elétricas.
    -Eletricidade estática
    -Noções básicas de eletro-magnetismo.< br /> -Regra da mão direita.Corrente induzida.
    -Normas de segurança nos sistemas elétricos
    -Segurança nos trabalhos sob tensão
    -Síntese de medidas gerais de proteção
    -Resistência de terra, medição.
    -Sistemas de aterramento e sua manutenção.

    O Eng .Eletricista Luís Peres Azevedo é estudante de pós-graduação em Engenharia de Segurança do Trabalho na COPPE/UFRJ, além de licenciado em
    Eletrônica/Eletroté cnica.










  2. Colunista: Luis Peres
    Cidade: Rio de Janeiro
    Data: 15/09/2003

    Métodos em Ergonomia

    Escolha do método a ser empregado em Ergonomia

    Dependendo do tipo de abordagem que se necessita, psicofísica, fisiológica ou biomecânica e do tipo de avaliação a ser efetuada, determina-se o melhor método a ser empregado.

    Os métodos mais empregados para análise de posturas, movimentos e movimentação manual de materiais são: NIOSHI (National Institute of Occupational Safety and Health): Guélaud ou LEST (Laboratoire dÉconomie et Sociologie du Travail) ; OWAS (OVAKO Working Postures Analysing System) e RULA ( Rapid Upper Limb Assesment).
    Dependendo do tipo de abordagem que se necessita, psicofísica, fisiológica ou biomecânica e do tipo de avaliação a ser efetuada, determina-se o melhor método a ser empregado.


    NIOSHI Desvantagens :
    Adequação do levantamento manual de cargas do NIOSHI foi desenvolvida sob critérios para levantamentos que contêm suposições e dados biomecânicos fisiológicos e psicofísicos. È portanto limitada para as condições nas quais foi desenvolvida.
    O método é uma ferramenta para prevenção de dores lombares e debilitações relacionadas ao trabalho .

    OWAS - Abordagem puramente psicofísica, as posturas de trabalho sobrecarregadas são determinadas por ergonomistas e por trabalhadores.
    Não há avaliação quantitativa
    Uma mesma tarefa desenvolvida por diferentes trabalhadores em locais distintos, pode não receber a mesma cotação.
    Sem o uso de versão computadorizada o registro de atividades com pequena duração é difícil.

    GUÉLAUD - Abordagem puramente fisiológica
    Em trabalhos repetitivos é difícil responder a questão relativa às posturas e sua duração.
    O estabelecimento do ângulo a partir do qual a postura é considerada curvada, não é preciso.

    CRITÉRIO e FATORES LIMITANTES

    BIOMECÂNICO Limita o efeito do stress lumbosacral, mais importantes em tarefas de levantamento não frequentes.

    FISIOLÓGICO Limita o stress metabólico e fadiga, associados a tarefas de levantamento repetitivas.

    PSICOFÍSICO Limita a carga de trabalho com base na percepção que os trabalhadores tem de sua capacidade de levantamento.




: : Luís Peres Azevedo é Engenheiro Eletricista e estudante de pós-graduação em Engenharia de Segurança do Trabalho na COPPE/UFRJ, além de licenciado em Eletrônica/Eletrotécnica.

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